Cavalo Marinho, Maracatu Rural e Frevo: Releituras e diálogos contemporâneos

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ENCERRAMENTO DO 1º FESTIVAL DE BRINCANTES

Durante o último final de semana do 1º Festival de Brincantes a Cia. Mundu Rodá dividiu com o público seu rico trabalho de pesquisa acerca das manifestações populares brasileiras, com foco no cavalo-marinho, no maracatu rural e no frevo.1º Festival de Brincantes Na aula-espetáculo de abertura do Módulo, Alicio Amaral e Juliana Pardo, da Cia Mundu Rodá, mostraram por meio de cenas, exercícios e improvisos um pouco dessa pesquisa, onde pudemos notar uma nova metodologia, técnica e gestual, para o trabalho de criação do artista.1º Festival de Brincantes

Esse trabalho pôde ser vivenciado pelos alunos das oficinas de Diálogos e Releituras Contemporâneas, quando Alicio e Juliana trouxeram uma ampla possibilidade de criações e releituras para o artista-intérprete, partindo do universo de movimentos, músicas e das relações dos brincantes tradicionais. A Cia Mundu Rodá também participou da apresentação de Diálogos e Releituras contemporâneas, compartilhando cenas de seus espetáculos, e trazendo os artistas do Núcleo de Figuras em Rapsódia, cuja pesquisa parte do estudo sobre as personagens encontradas no Cavalo-Marinho.


A apresentação de Diálogos e Releituras Contemporâneas contou também com a participação da musicista Mariana Fagundes, que encantou o público com suas canções, acompanhada de Luciano na zabumba, Rogerinho na rabeca e Vinícios no violão.

O grupo de Jovens Brincantes, alunos do 3º ano da formação do Instituto Brincante, também agitou a noite, com apresentações de performances diversas do universo da cultura popular, emocionando e divertindo o público.


Flaira Ferro, dançarina de Recife e mestre convidada do módulo de Frevo, abrilhantou ainda mais a noite de apresentações com um solo de seu espetáculo “O Frevo é Teu?”, mostrando o domínio da técnica expressada por beleza e poesia presentes em seus movimentos.

O grande fechamento do 1º Festival de Brincantes teve tema julino, e contou com diversos convidados que animaram a festa com música de alta qualidade. O evento foi marcado por momentos de muita emoção e descontração, e um sentimento de saudade dos preciosos encontros, vivências, apresentações e reflexões surgidos ao longo do festival, que, de alguma forma, continuarão presentes na vida de cada um dos participantes.

FESTA DE ENCERRAMENTO DO FESTIVAL TERÁ TEMA JULINO

DIÁLOGOS E RELEITURAS CONTEMPORÂNEAS

FESTA DE ENCERRAMENTO DO FESTIVAL

Confira a programação final do 1º Festival de Brincantes

07 de julho (quinta-feira)

Aula-espetáculo “Corporeidades Brasileiras: Da Tradição à Cena Contemporânea”- com Alício Amaral e Juliana Pardo (Cia Mundu Roda – SP)

Detalhes: Abertura do módulo. A aula-espetáculo abordará procedimentos metodológicos, reflexões e treinamentos para atores, bailarinos e músicos desenvolvidos pela Cia Mundu Rodá de Teatro Físico e Dança ao longo de seus 11 anos de existência.

Horário: 20h00 (aberto ao público – entrada franca)

08, 09 e 10 de julho (sexta, sábado e domingo)

Oficinas de Diálogos e Releituras Contemporâneas (somente para participantes dos módulos anteriores):

Detalhes: Aulas ministradas por Alício Amaral e Juliana Pardo (Cia Mundu Roda – SP)

Horário Turma 1: 10h às 13h

Horário Turma 2: 15h às 18h

09 de julho de 2011

Diálogos e Releituras Contemporâneas – Apresentação com artistas de São Paulo

Detalhes: Apresentações dos artistas Juliana Pardo e Alício Amaral (Cia. Mundu Rodá), Núcleo Figuras em Rapsódia (Cia. Mundu Rodá –SP), Mariana Fagundes (musicista) e grupo de Jovens Brincantes (3º ano de Formação).
Horário: 20h00
Ingressos gratuitos (distribuídos com uma hora de antecedência – até dois por pessoa)

10 de julho de 2011

Festa de Encerramento

A festa de encerramento do 1º Festival de Brincantes promoverá um encontro entre todos que contribuam para o sucesso deste grande evento, além de alunos e comunidade Brincante em geral.

O evento será animado pelo Forró do Zé Pitoco e artistas convidados e terá quadrila e comidas juninas.

Detalhes: Festa de Encerramento com Forró do Zé Pitoco e músicos convidados, quadrilha e comidas típicas juninas

Horário: 20h00

Venda de ingressos antecipados na recepção do Instituto Brincante (R$ 10,00)

Mostra de Trabalhos – Educação Cultural – 2º Dia

Domingo, 03 de julho de 2011

O segundo dia da Mostra de Trabalhos com foco na Educação Cultural foi também muito especial. Os palestrantes trouxeram diversos conteúdos interessantes que contribuíram para as reflexões e debates dentro deste tema.

A primeira palestra deste domingo foi realizada por Gabriel Levy (músico), que trabalhou com a temática: “O diálogo entre a música brasileira e as músicas no mundo”.

“Hoje em dia todas as culturas são influenciadas por outras, pelas relações interculturais, e principalmente pelos “impérios” que se estabelecem em cada período histórico. (…) Às vezes temos uma tendência reacionária e dizemos que preferíamos como era antes. Mas as mudanças e influências ocorrem naturalmente. O importante é garantir a força do que queremos que continue, pois quando a cultura é forte, de algum jeito ela sobreviverá, mesmo que seja dentro da cultura do “opressor”.

(Gabriel Levy, músico)

Em seguida pudemos presenciar a palestra de Lucilene Silva (educadora) que realizou uma Apresentação de pesquisa e registro de músicas e brincadeiras tradicionais da infância e as experiências na OCA – Escola Cultural e Casa Redonda, espaços onde brincar é palavra de primeira ordem.

 “Parece ser muito óbvio que criança precisa brincar, que criança precisa ser alegre, e que os espaços das escolas deveriam proporcionar isso. Mas sabemos que um trabalho como o nosso é feito por necessidade, porque as nossas escolas não brincam, não tem espaço, não cantam, e as nossas crianças não estão felizes nas escolas. (…) A forma que a OCA tem de trabalhar é através da criação destes espaços, feitos para humanizar mais a relação educativa. Lá nós vemos os adolescentes lidarem de maneira muito carinhosa com as crianças, percebemos que eles estão aprendendo muito. Percebemos que o que estamos fazendo está dando certo pois está trazendo resultados efetivos dentro da comunidade.”

Lucilene Silva (educadora)

Após a apresentação de Lucilene, Vera Athayde (educadora), que também participa da OCA realizou sua palestra com o tema: Uma máscara, um corpo: a figura do Ambrósio. Sua apresentação foi baseada em sua dissertação de mestrado realizada por meio do Instituto de Artes da Unicamp, com o tema: A Brincadeira do Cavalo-Marinho de Pernambuco como fonte renovadora da criação em dança. Também assistimos uma apresentação de música e dança realizada pelos jovens que fazem parte do projeto educativo da OCA.

A palestra seguinte foi realizada por Valéria Vicente (jornalista, bailarina e professora de dança da UFPB), com o tema: Trançados Musculares – Saúde corporal e ensino do frevo. Seu trabalho visa entender melhor a estrutura física do corpo no frevo a partir de uma perspectiva multidisciplinar. A partir da pesquisa são propostas sugestões para serem incorporadas nos métodos de ensino do frevo.

Fechando o ciclo de palestras da Mostra tivemos a presença de Bráulio Tavares (escritor, poeta e compositor), que realizou uma apresentação com o tema: “Contando Histórias em Versos”, em que trabalhou a importância da poesia rimada e metrificada para memorização e recitação, inclusive com propósitos educativos.

“A arte popular é sempre a soma entre o saber cristalizado e o momento do artista. Toda tradição que existe, que está solidificada, estabelecida, estudada e aprendida, acontece junto ao momento intuitivo que o artista está vivendo.”

Após a finalização das apresentações foi realizada uma roda de conversa com a participação de Antonio Nóbrega, Braulio Tavares, Gabriel Levy, Gianni Puzzo, Lucilene Silva, Maria Alice Amorim, Valéria Vicente e Vera Athayde com mediação de Rosane Almeida.

Esta Mostra nos proporcionou muitas reflexões sobre os caminhos que podem encontrar a junção entre arte, educação e cultura. Pudemos ter referências muito boas de trabalhos que estão sendo realizados neste sentido. Os debates também nos fizeram questionar sobre o nosso papel enquanto seres humanos no mundo, sobre que valores que alimentamos. Como tão bem define Rosane Almeida:

“Quais são os valores que estamos elegendo? O que de fato nós valorizamos? O que estamos cultivando? Porque cultura é cultivo, cultivo de conhecimento é cultura. Então nós buscamos um tipo de conhecimento que priorize valores que façam diferença nesta época em que estamos vivendo!”

Mostra de Trabalhos – Educação Cultural

1º Dia, sábado, 02 de julho de 2011

No último fim de semana o 1º Festival de Brincantes realizou uma Mostra de Trabalhos voltados ao tema da Educação Cultural. Tivemos a oportunidade de receber palestrantes que atuam em diversas áreas relacionadas à cultura brasileira. Foram dias muito ricos, em que um grande conteúdo foi transmitido, possibilitando reflexões diversas no âmbito da educação, arte e cultura, e na importância da relação entre cada uma delas.

A Mostra teve início com uma aula de percussão realizada por Luciano Fagundes, que abordou alguns ritmos tradicionais brasileiros, e também fez exercícios de improvisação utilizando percussão corporal e instrumentos.

Em seguida, foi realizada a apresentação do Grupo Terere Bunge, coordenado por Fernando Barroso e patrocinado pela empresa Bunge de alimentos. Fernando cursou a Formação de Jovens do Instituto Brincante e hoje atua como arte-educador em sua comunidade.

“O que eu mais recebo no projeto é a evolução deles, desde a educação, até a habilidade de tocar, cantar e dançar. Isso é um retorno muito grande pra mim.”

(Fernando Barroso, arte-educador)

O ciclo de palestras teve início com a apresentação da pesquisa de Maria Alice Amorim, com o trabalho: “Poéticas da Tradição: Festas do improviso”.

“A poesia continua mantendo as formas fixas, os temas tradicionais, juntamente com os temas contemporâneos. Tudo isso se entrelaça, formando um fio de continuidade entre o que se fazia na idade média, no continente europeu, e o que se faz hoje no nosso continente.”

Maria Alice Amorim (ensaísta e pesquisadora)

Em seguida o cineasta Gianni Puzzo, apresentou seu trabalho relacionado ao tema “Identidades, entre traços culturais e mudanças”. Foi realizada uma reflexão sobre identidade cultural na pós-modernidade e o diálogo que esta estabelece com sociedades e identidades tradicionais. Também assistimos o vídeo “Mbaraká – A Palavra que Age”, que fala da importância da palavra para o povo Guarani-Kaiowá.

“Muitas vezes eu fico me perguntando, que tipo de papéis, que tipo de subjetividades e identidades nós vamos procurar construir, organizar e definir nas nossas crianças, com a nossa cultura, com a nossa sociedade. Que tipos de valores inculcamos nas crianças? Que tipo de processo educativo estamos propondo. Atualmente, algo que acontece muito é a formação de pessoas voltadas ao consumo, ao dinheiro, fico pensando qual é o nosso papel neste sentido.”

(Gianni Puzzo, cineasta e documentarista)

A terceira palestra foi realizada por Afonso Oliveira, que apresentou seu trabalho com o tema “Método Canavial – Produções culturais coletivas e comunitárias.

Afonso coordena o Pontão de Cultura Canavial, em Nazaré da Mata – PE, e realiza cursos de formação de produtores culturais com foco em projetos que fomentem a cultura brasileira.

Em sua palestra Afonso nos convidou a refletir sobre o atual sistema cultural, mostrando formas de capacitação para criação de projetos que contribuam para política cultural brasileira. O Método Canavial representa a apropriação dos meios de produção cultural nas mãos das comunidades e coletivos sociais que produzem a cultura local. Dessa forma uma comunidade ganha autonomia, promove, produz e difunde sua cultura.

O sábado foi finalizado com a apresentação da “Aula-Espetáculo Mátria, uma outra linha de tempo cultural” realizada por Antonio Nóbrega.

“O sistema em que vivemos é de tessitura masculina, daí a necessidade de levarmos em conta outra linha de tempo cultural, onde valores femininos são mais operantes – para incorporar o melhor das duas tradições”

(Antonio Nóbrega, músico e dançarino)

Do Papo ao Passo – Aula-Espetáculo com Cia. Soma – dia 05 de julho

Na próxima terça o 1º Festival de Brincantes traz em sua programação especial uma aula-espetáculo da Cia. Soma.

“Do Papo ao Passo”



Demonstrando as danças das brincadeiras populares, as dançarinas Marina Abib e Maria Eugênia, contam ao público o caminho da construção de seu repertório coreográfico e demonstram cenas de diferentes espetáculos.

Não perca!

Data: 05/07, terça-feira

Horário: 20h00

Ingressos: gratuitos (distribuídos com uma hora de antecedência)

Mostra de Trabalhos – Educação Cultural

Nos dias 02 e 03 de julho o 1º Festival de Brincantes terá uma programação especial dedicada a educadores, com o tema “Educação Cultural”.

Serão oficinas, mostras de trabalhos, lançamento de livros, rodas de conversas e aula-espetáculo com Antonio Nóbrega.

Todas as atividades serão gratuitas. Confira abaixo a programação completa.

Agenda Completa da Mostra:

Programação: 02 de julho de 2011 (sábado)

14:00 – Aula de Música com Eugenia Nobrega
15:00 – Mostra de Trabalho de Fernando Barroso
15:45 – Mostra de Trabalho de Maria Alice Amorim
16:30 – Mostra de Trabalho de Gianni Puzzo
17:15 – Mostra de Trabalho de Afonso Oliveira
21:00 – Encerramento com “Mátria”, de Antonio Nobrega

Programação: 03 de julho de 2011 (domingo)
15:00 – Mostra de Trabalho de Gabriel Levy
15:45 – Mostra de Trabalho de Lucilene Silva
16:30 – Mostra de Trabalho de Vera Athaíde
17:15 – Mostra de Trabalho de Valéria Vicente
18:00 – Mostra de Trabalho de Braulio Tavares
20:00 – Encerramento com o “Rodas de Conversa”

02 de julho (sábado)

Eugenia Nobrega (musicista)

Oficina de musicalização com ritmos brasileiros

Fernando Barroso (arte-educador)

Apresentação do grupo Terere Bunge

Fernando Barroso cursou a Formação de Jovens do Instituto Brincante e atua na sua comunidade como arte-educador.

Ele apresentará o repertório desenvolvido em seu projeto, incluindo brincadeiras, musicas, danças e exercícios realizados em suas aulas.

Maria Alice Amorim (ensaísta e pesquisadora)

Poéticas da Tradição: festas do improviso

Maria Alice aponta para a natureza múltipla de um universo poético-musical de riqueza inesgotável, e seus diálogos com as práticas de poesia e festas de rua do mundo contemporâneo.

Gianni Puzzo (cineasta e documentarista)

Apresentação Brincante: “Identidades, entre traços culturais e mudanças”.

Apresentações de fotografias do povo Dogon (norte do Mali) e de povos indígenas brasileiros.

Uma reflexão sobre identidade cultural na pós-modernidade em diálogo com sociedades e identidades tradicionais.

Afonso Oliveira (produtor e consultor de políticas culturais)

Método Canavial – Produções culturais coletivas e comunitárias

Encerramento: Aula-Espetáculo Mátria, uma outra linha de tempo cultural

(com Antonio Nobrega)

Canções, danças e peças instrumentais entremeadas por considerações sobre uma linha de tempo cultural brasileira de prevalência não européia e de extração popular. Seus conteúdos e significados e seu diálogo com a linha de tempo da cultura ocidental de base européia.

03 de julho (domingo)

Gabriel Levy (músico):

O diálogo entre a música brasileira e as músicas no mundo.

Lucilene Silva (educadora)

Apresentação de pesquisa e registro de músicas e brincadeiras tradicionais da infância e as experiências na OCA – Escola Cultural e Casa Redonda, espaços onde brincar é palavra de primeira ordem.

Vera Athayde (educadora)

Uma máscara, um corpo: a figura do Ambrósio

A Brincadeira do Cavalo-Marinho de Pernambuco como fonte renovadora da criação em dança. Dissertação de mestrado em Artes, pelo Instituto de Artes da Unicamp, sob a orientação da Prof. Dra. Livre Docente Inaicyra Falcão dos Santos.

Valéria Vicente (jornalista, bailarina e professora de dança da UFPB)

Trançados Musculares – Saúde corporal e ensino do frevo

Bráulio Tavares (escritor, poeta e compositor)

Contando Histórias em Versos

A importância da poesia rimada e metrificada para memorização e recitação, inclusive com propósitos educativos. A literatura de cordel como um dos exemplos de textos que são decorados e aprendidos mais rapidamente por estarem em verso, e não em prosa.

Encerramento: Roda de Conversas

Mesa redonda sobre o tema “Cultura e Educação” com participação de Maria Amélia Pereira (Pedagoga com formação em Cinesiologia e fundadora do Centro de Estudos Casa Redonda) Antonio Nóbrega, Braulio Tavares, e Maria Alice Amorim. Mediação de Rosane Almeida.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO MÊS DE JULHO

Espetáculo Gabriel Levy e músicos convidados Junho, 2011

Os músicos Gabriel Levy, Carlinhos Antunes, Thomas Rohrer, Rogerio Botter Maio, Beto Angerosa e Thomas Howard, encantaram o público neste domingo. O espetáculo promoveu uma verdadeira viagem sonora, despertando sentimentos e emoções em quem esteve presente.

De formação eclética, voltada tanto para a música erudita quanto para a música popular, os artistas apresentaram suas composições, que reúnem diferentes contextos musicais.

“Todos nós temos um interesse múltiplo em música brasileira e em diversos estilos musicais, pois o mundo tem muito para se conhecer, e nós em geral gostamos de fuçar um pouquinho essas coisas que não estão na rua principal, de forma que precisamos entrar nas vielas para procurar.”

(Gabriel Levy)

Para estes músicos a abertura ao novo é algo essencial para a criação artística:

“Tudo o que bebemos durante a vida, na hora de compor se expressa. O importante é beber em diferentes fontes. E não ficar sempre focado na mesma coisa. Se nos alimentarmos sempre da mesma coisa, acabaremos empobrecendo nossa visão de mundo, impedindo uma amplitude maior. Abrir-se ao novo é algo que qualquer pessoa que está culturalmente viva faz.”

(Gabriel Levy)

“A cultura está sempre em movimento. Algumas vezes, na forma como alguns pesquisadores colocam, parece que a cultura é estagnada, pois dizem que só trabalham com “cultura tradicional”. E isso não funciona, não é verdade. Todas as pessoas que eu conheci no mundo, que fazem música tradicional, estão sempre abertas, sempre dispostas. Porque existe um diálogo, a cultura está em movimento, a cultura popular está em movimento, e a sobrevivência dela está no movimento que ela tem.”

(Carlinhos Antunes)

E assim pudemos presenciar um belo espetáculo:

“É muito gratificante quando uma pessoa fala para nós: Sua música me preenche, me faz chorar, me emociona. Como a compositora Fátima Guedes costuma dizer: “Essa é nossa pequenina participação para o bem da humanidade”. Por meio do nosso trabalho de formiguinha, buscamos fazer com que as pessoas que estão ao nosso redor sintam-se um pouquinho melhor, de forma que a musica faça bem de alguma forma para cada um, nisso eu acredito.”

(Rogerio Botter Maio)

Fotos: Silvia Machado

ESPETÁCULO ENTRE MARES E CIA SOMA Junho, 2011

No último final de semana pudemos presenciar o espetáculo realizado pelos grupos Entre Mares e Cia Soma.

Os músicos André Bachur, Luciano Fagundes, Mariana Corado, Mariana Fagundes, Pedro Bruschi e João Fidélis do grupo Entre Mares, e as dançarinas, Marina Abib e Maria Eugênia Almeida da Cia. Soma, realizam uma proposta artística que une o tradicional e o contemporâneo em uma única linguagem.

“Fizemos a junção de duas propostas semelhantes tanto na música como na dança. São releituras das manifestações artísticas brasileiras, em que recriamos de acordo com o nosso próprio contexto.”

(Maria Eugenia Almeida, dançarina)

Entre músicas e danças o espetáculo oferece uma proposta de recriação do universo musical e cênico brasileiro. O choro, frevo, maxixe, entre outros, convidam o público a conhecer o repertório rítmico brasileiro e suas possíveis formas de leitura e recriações atuais.

 “Nós viemos de conservatório, de uma escola erudita de formação da música européia, e juntamos essa formação com os elementos, ritmos e melodias da música tradicional brasileira. Isto também é feito pelas meninas da Cia Soma na dança. Assim o espetáculo se encaixa muito bem neste momento do Festival que propõe esta releitura das manifestações tradicionais do Brasil”

(Luciano Fagundes, músico e dançarino)

Veja abaixo mais algumas fotos do espetáculo:

Próximo Final Semana: Cia Mundu Rodá, Gabriel Levy e convidados

Espetáculo teatral: A Estrada – Cia. Mundu Rodá

25.06 – sábado

Horário: 21h00
Ingressos: R$ 10,00 / R$ 5,00

Suavizando as fronteiras entre teatro, música e dança, a Cia. Mundu Rodá propõe o espetáculo experimental “A Estrada”. Através de uma dramaturgia centrada na poética da ação corporal-vocal, o espetáculo trata do impacto das relações humanas na transformação de cada indivíduo.

Espetáculo musical: Gabriel Levy e Convidados

26.06 – domingo

Horário: 20h00
Ingressos: R$ 10,00 / R$ 5,00

De formação eclética, voltada tanto para a música erudita quanto para a música popular, Gabriel Levy e seus músicos convidados sobem ao palco para criar e recriar composições de diferentes contextos musicais.

Vídeo – Improvisação artistas – Módulo Frevo

Sessão de improvisos: Artistas de Recife e de São Paulo, módulo Frevo – 1º Festival de Brincantes!

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